Num indagar feito de transcedência
transfigura o passo peregrino,
algo esconde terrivel inocência
em paragem de sonho clandestino.
Um estranho comércio de emoções
tenta cruzar a terra de ninguém
e forças de demandas e tentações
buscam no ser de agora o campo além.
Em sacro transfazer o tempo pára.
O insólito acontece na fronteira
dessa limitação de procura verdadeira.
É pleno o fecundar -se dos anelos,
conjunção de universos paralelos.
Paulo Bomfim